07 de novembro de 2003

Novo blog

pessoal !
Tomei a liberdade de criar um novo blog, com o nome de puraficcao.
Está lá a historia da Julieta, organizada cronológicamente. Fica mais fácil de ler.
Caso achem mal, tira-se, apaga-se, mata-se (não a Julieta, que essa já tá morta) mas mata-se o puraficcao.

Publicado por Joao ás 16:24 | Comentários (5)

25 de outubro de 2003

Aleluia!! O meu mote que esteve quase para não ser.

(Está um bocado grande, mas começo a escrevinhar e não consigo parar)

Olá! Então, não me vêem? Está muito escuro, não é? Eu já me fui habituando. Não, não é de noite, nem a falta de luz se deve ao voo rasante de nenhum corvo sobre fios condutores de electricidade. Os caixões são assim mesmo. Lúgubres, frios.... terrivelmente económicos em termos de espaço.Mal me consigo esticar. Esperem aí, acho que me deixaram um isqueiro no bolso deste vestido horrível. Ok! A luz é pouca, mas dá para me verem relativamente bem apesar de eu não vos ver a vocês. Para mim até são vocês os fantasmas.Humor de morta. Vão-se habituando que eu já me habituei. Não se assustem com a palidez do meu rosto, acreditem que há mortos ainda mais transparentes. Pois é, estou morta, estou pálida e estou mal vestida. Quem me enfiou aqui nesta caixa sem abertura fácil tinha um péssimo gosto. Se não estivesse já morta, morria de susto se me visse ao espelho. Passar desta para melhor é mau, fica pior ainda quando aos vinte e oito somos enterradas como sendo meninas de dez. Enfim... devaneios de uma morta. O vestido tem mesmo folhos, não são alucinações visuais devido à falta de ar nesta caixa de fósforos. Passando ao mais importante... morri. Mas se quiser ser mais concreta, coisa que nunca em vida fui, adianto-vos já que fui assassinada. Morrer não é bom, é mau e é ainda pior ser assassinada, asfixiada até à morte. Não sei quem me matou. Só senti aquelas mãos quentes a segurarem-me o pescoço, a respiração do assassino em cadência ao meu ouvido e depois a corda, aquele colar grosseiro sem pedras preciosas, peça única a enfeitar meu corpo no momento em que larguei o conforto de estar viva. Não tive tempo para ver a cara do meu assassino. Apenas o senti. Não há tempo na morte. Tudo pára para nós ao mesmo tempo que nos apercebemos que a vida corre estranhamente célere para lá da íris. Por isso estou aqui enfiada, com a alma condensada neste sepulcro que nem a sete palmos abaixo da terra está. O coveiro estava cansado e escavou menos do que devia, por isso consigo ouvir os passos de quem se passeia por este jardim com cruzes feitas árvores. Aqui vou ficar enquanto não descobrir quem me matou e roubou à vida. Há quem diga que me suicidei porque fui encontrada com a corda ainda ao pescoço debaixo de um salgueiro. Mas não me matei apesar de ter todas as razões para o fazer. Ninguém me acusaria.Há várias pessoas que me podem ter assassinado. O Jack, o caçador de gaivotas da praia onde eu ia correr todos os dias ao nascer do sol; o Simão, homem-moço que por detrás do balcão da livraria me indicava com o olhar livros para eu ler e descobrir a vida para além dos meus passos; o Eduardo, meu amigo de infância e meu eterno amor com retorno que me acariciava a pele com seus sonhos de paixão; e o Henrique, a sombra da minha sombra, pertencia a ele a mão que todos os dias me deixava flores mortas à entrada de minha casa. Todos teriam a sua razão. Há sempre razão para as coisas acontecerem. Deus criou o mundo em sete dias. Lá teve a sua razão. Em sete dias alguém planeou a minha morte e... schiuu. Schiuu, que vem lá alguém. Reconheço estes passos que pisam as folhas secas do Outono. Ouvi-os já por duas vezes, à sete dias atrás e no momento da minha morte. Vou ...

Esclarecimentos:

Bem, já leram o que custou a sair destes dedos em sintonia com estes neurónios. Temos uma morta, a Julieta. A Julieta foi assassinada e desconhece-se o autor e a razão do crime. Dei-vos quatro possibilidades para o autor do crime, mas .... há uma quinta possibilidade que será quem entra na parte final do que eu escrevi. Pode ser o que a vossa imaginação ditar: homem, mulher, um ente qualquer. A minha idéia seria a história ser contada a partir do seu final, ou seja, do fim que é a morte já consumada da Julieta( o que eu já escrevi, mas claro que se pode alterar ao gosto do freguês) reconstruindo a sua última semana de vida em que foi orquestrada toda a sua morte. Acho que ficava giro que todo o segredo que envolve a sua morte estivesse simbolicamente presente no ínicio da sua última semana de vida, ou seja no fim da nossa aventura conjunta em branco. Quanto ao espaço, este pode ser qualquer um, o tempo é o que já expliquei.
Qualquer esclarecimento, já sabem, comment com vocês!

Publicado por Chloé ás 05:44 | Comentários (2)

23 de outubro de 2003

Mote

Mais uma vez sento-me nesta cadeira, e ouço a mesma música, os dedos parecem presos, a desinspiração tomou conta de mim, e tenho de escrever para sobreviver, mais uma noticia de um país podre, para o jornal que me paga o meu dia dia, e tem de vender desgraças e mais desgraças. Vou escrever sobre o que? Livros? Pois saiu um que deus me livre, estas editoras só pensam em publicar aqueles livrecos que já sabemos que apenas valem por que os assina, não quer dizer que eles os escrevam, entendem? Faço a pergunta a quem? Estou a ficar pior....é grave....E tenho apenas uma certeza eu tenho mesmo de escrever para viver! Merda....

Publicado por Rebecca ás 20:56 | Comentários (4)

Mote - Acordei e lembrei-me...

Tinham entrado uns piratas no meu blog. O meu blog havia-se transformado num centro de pesquisas na área da informática apoiado pela CIA.
Não conseguia aceder ao Blogger porque os gajos tinham alterado a password.
Quando acedi ao blog, tinha uma mensagem que dizia: "Vai ao Blog em Branco, onde poderás encontrar os teus amigos que ainda nem conheces..." Eu sabia disso, e naquele momento não percebi a ideia dos piratas. Quando acedi ao Blog em Branco... por pouco não caí para trás... O Gato Tobias miava ali mesmo ao lado do motor de pesquisa, a Teresa perguntava em voz alta quem era o Pedro Alves, O Ginger Ale bebia um copo no campo "Dá-lhe", o Pedro Farinha gritava por uma visita ao seu farol, mas não sabia como fazê-lo. Os restantes deambulavam pelo meu monitor... Eles estavam todos literalmente dentro do Blog em Branco. Quando introduzi o Mote desapareceram, mas logo tornaram a surgir. Só não percebia o que estava eu a fazer de fora... Será que os piratas não me tinham encontrado? Como teriam colocado o pessoal no Blog em Branco? Como poderiam ser retirados dali? O que estava a acontecer? Estariam a sentir-se bem?
De repente senti uma dor imensa no braço direito, fiquei agarrado ao rato... Quando acordei...

Publicado por Fundamental ás 17:09 | Comentários (5)

...É O MEU MOTEZINHO....

Bom, não sei se é suposto, mas afinal de contas já cá consegui chegar!

Isto é estranho! Parece que estou a entrar no blog de outra pessoa para fazer umas piratices.

Devo confessar...it feels good...LOL

Quanto ao meu mote, não tem nada a ver com os que li...tenho até vergonha de pôr o meu....hummm...portanto o meu mote, parte da ideia abstrata ou não de um salto... Para terem uma ideia, cá vai...

Ela sabia que podia ter-se recusado a saltar, mas não o fez. A ideia de voltar atrás nem sequer lhe passou pela cabeça naquele momento. Era tudo tão vago que por vezes acreditou estar a meio de um sonho, visto e revisto todas as noites, onde os protagonistas eram sempre os mesmos. Ele olhou-a nos olhos e mesmo antes de dizer qualquer coisa, ela saberia que ia aceitar. Ela já não queria saber se era humanamente possível ou não, a confiança era total e aquela não era uma hora para hesitações.

-Confias em mim? – Perguntou ele, a medo.

Ela apertou-lhe a mão como sinal de resposta. Era só disso que ele precisava, um sim, mesmo que por entre um sinal codificado sobre a pressão de um salto que poderia ser o voo para a liberdade. Ele sorriu e pela mão encaminhou-a até ao precipício. Lado a lado, fecharam os olhos e naquele instante acreditaram que tinha mesmo de ser assim. Soltaram-se do medo que parecia colá-los ao chão como um hímen e deram um passo em frente para aquilo que era o destino aguardado.

****COMENTE*****


Aceitei as sugestões da Violeta e da Anouk...e vou então tentar contextualizar o meu mote.

A ideia que eu tenha, era mais uma de cada um ia fazer nascer uma personagem a partir do meu mote. Sabemos que há uma ELA, sem nome e que há um ELE tb sem nome. Deixei a questão do salto, em abstrato porque estaria à espera que podessemos em conjunto decidir se ele e ela saltaram mesmo, se foi apenas um sonho, uma metáfora ou o que a imaginação nos permitir.

Mas já agora devo dizer-vos que a ideia do meu mote surgiu de um filme. Ou seja, o salto é exactamente o final desse filme, que por acaso tem um "final aberto" e não teve direito a sequela. Pareceu-me engraçado fantasiar para além daquilo que se vê no grande ecran e que nos faz pensar "E depois?".

É claro que não precisamos de seguir a trama do filme, nem basear as personagens nele. Este é um salto para um qualquer universo que vocês queiram em conjunto ajudar-me a construir.

Publicado por ás 09:36 | Comentários (4)

22 de outubro de 2003

Mote - Blogger's island

Mal me apanhei sozinho, saquei do velho bloco de notas preto que costuma adornar o meu traseiro e comecei a tentar compor algumas ideias. Mas o meu espiríto vageuou automaticmante para o principío de tudo isto, antes de virmos para a ilha. Eu e mais uns tantos bloggers tinhamos criado um blog onde escreveramos um livro.
Estranhamente tinha sido um sucesso e o nosso editor tinha-nos premiado com um fim de semana paradisíaco na ilha onde agora me encontrava. Primeiro tudo tinha corrido bem, tinha sido engraçado conhecer os outros co-autores e ao contrário do que supunha o Greenfellow era a Greenfellow e era um regalo para a vista.
O nosso anfitrião parecia simpático e um pouco preocupado, agora já não, ou antes o que restava dele já que com a cara desfeita por um 35 mm não era possíve ler preocupação no seu rosto, no dos outros sim.
Fechei o caderno, ouvi-a vozes sussureantes...

Publicado por Paganini ás 19:19 | Comentários (8)

20 de outubro de 2003

diário de tugas a colonizar o universo - mote por violeta aquatica

Recebemos ordens de que todos os terrestres recém chegados a Garça começassem a escrever logs, do dia a dia e da sua vida passada longe daqui, parece que servirão para pesquisas no futuro.. não percebi bem, mas também não interessa...gostei da ideia de escrever.

Há pouco estava a olhar para os 2 sóis, um a pôr-se e o outro a atingir o auge... senti saudades da noite...
Lembrei-me da minha vida na terra, das rotinas, dos cheiros, as preocupações, o mar, os animais, mas a memória desses tempos está a desaparecer aos poucos. Talvez seja uma defesa psicológica.
Foi há cerca de 1 ano que que deixei tudo para trás... A minha namorada não quis vir, não a consegui obrigar. Agora arrepende-se, eu sei, mas espero que se aguente. Tenho acompanhado os pensamentos dela, mas evito faze-lo demasiadas vezes. Ela sabia o risco que corria ao ficar lá. Penso, egoisticamente, que seja melhor assim. Ainda sou apaixonada por ela, partilhamos momentos unicos.
Desde que estou cá tenho sentido atração por homens principalmente, tem sido confuso ás vezes, mas refrescante. Penso que seja uma tactica dos garcianos para aumentar a natalidade entre os humanos. Ouvi falar de outros casos como o meu...

Aqui terei uma longevidade muito maior, mas a incerteza quanto a tudo o resto é esmagadora ás vezes... ela na Terra vivera feliz enquanto for possível, talvez mais 5 anos. Evito pensar nisso.
Ás vezes tenho dúvidas se fiz bem em vir, foi puro instinto de sobrevivencia...
Os poucos milhares de humanos que escolheram para colonizar Garça estão a aguentar-se bem, quase ninguém se suicidou ao fim de 15 meses, houve alguns poucos nascimentos, de pessoas que já vieram gravidas. Temos pouco contacto com os garcianos felizmente. Eu pelo menos...os homens passam-se com eles... conseguem assumir qualquer forma que queiram e eles babam com as "mulheres". Qq dia nascem hibridos...agh. Penso que seja esse o objectivo deles.. apurar uma raça nova, melhor adaptada a este planeta que nós e menos ET's que eles... Acho que é inevitavel o cruzamento, mas que não me agrada...

Já fiz uma dúzia de amigos e temos saído juntos, são pessoas interessantes, bastante diferentes umas das outras... pergunto-me que raio de critérios usaram para nos escolher, lembra um monstruário... desde freaks, intelectuais, góticos, pimbas, eu... nem sei como me definir, sinto-me uma extraterrestre em qualquer planeta do universo.

...

=P
a ideia era cada user inventar a sua personagem como uma destas pessoas levadas para um novo planeta - o que abre totalmente as possibilidades do que pode acontecer, a realidade é até onde a imaginação alcançar. Não me agrada ser uma realidade totalmente diferente da terrestre na sua essencia, mas com detalhes originais. continuamos a sentir e pensar como humanos.. e os et's ficam um bocado de fora, formamos uma comunidade humana, como emigrantes.. uma cultura propria, relações uns com os outros, etc. acho que pode ter um pouco de comico, drama, romance, erotismo, até onde a imaginação nos levar.

Publicado por Violeta Aquatica ás 02:01 | Comentários (7)

19 de outubro de 2003

O carro - Mote do Ginger para blogar

....

Eram quatro naquele carro. Qual deles o mais freak.

O Tó era um ex-toxicodependente com cadastro. A Cigana, chamavam-na assim porque Alexandra dava muito trabalho, já tinha andado na vida. O Pedro recusava-se a beber água ou leite. O Eduardo foi padre até ao dia em que foi apanhado com a filha da senhora das limpezas na sacristia. ("Ela enganou-me, garanto. Disse que tinha dezoito").

Conheceram-se por aí. Na noite. Nos antros em que se movem estas personagens. O Tó ia a conduzir, por três votos a favor e um contra. O Pedro votou vencido, mas ninguém se importou. ("Queres morrer hoje, atira-te ao rio" disseram-lhe).

Iam a Setúbal fazer um "recado"...

Publicado por ginger ale ás 23:51 | Comentários (2)