Abri a porta e pendurei-me no seu pescoço. Beijei-o talvez com um entusiasmo excessivo para que os meus amigos de sempre não tivessem dúvida de quanto o amava. Já sabia que iriam opinar no fim da noite ou mesmo ao cruzar os passos no corredor quiça na preparação dos cafés.
Senti os seus olhos como punhais cravados nas minhas costas e na perna que levantara enquanto o beijava.
Quando Ele entrou na sala uma corrente de ar frio petrificou o ambiente. Tentei fazer umas apresentações que quebrassem o gelo mas o olhar de Eduardo não enganava. Matisse obedeceu às minhas súplicas e resolveu tentar ser simpática.
Mas bolas, porra, merda, já está o pato queimado! Eu precisava dele, precisava mesmo. O que me vale são os camarões, estes assim, receita do meu tio médico que vive no Chile.
Gosto dele, gosto muito, agora que me lembrei. Esteve cá, sim esteve cá, há 3 meses, mais coisa menos coisa, na altura que conheci o meu queridinho.
Estranho foi que parecia conhecerem-se, o meu tio e ele. Claro que é algo que não é possível, meu tio não vinha a Portugal à mais de 25 anos. Mas não, não pode ser.
A jarra é alta, fina. cristal nórdico, ficam bem as orquídeas assim.
No instante silencioso das orquídeas olhei com espanto o pato com laranja que acabou por esturricar no forno, encolhi os ombros e despudoradamente descalcei os sapatos altos no mármore tépido da cozinha, fiquei a saborear aquele momento de solidão, porque o Eduardo conseguira calar até ao momento aquele acontecimento que nós os dois tínhamos fechado num pacto de silêncio mas eu tinha o direito ao esquecimento e ele exibia a sua dor sem recato, tocando na periferia da cicatriz de uma inverdade.
Knock, Knock a campainha da porta murmurava a presença de alguém que eu julgava desejar, amar numa profundidade corporal a tocar a possessão do outro, eu julgava estar certa nesta escolha de um amor a tempo inteiro...A Matisse chega à porta da cozinha e interroga-me com aquele olhar oceânico ... Eu respondo com os olhos húmidos: -Já vou, tenho de ir!
O odor da pimenta faz espirrar os camarões que estão a saltear na frigideira enquanto o vinho escorre pelas goelas abertas da consciência condicionada pelo ter de ser, pelo reboliço geral dos copos e dos corpos.
Uma alegria incondicional toma conta de todos os hiatos do tempo e a reunião de um trio pode tornar-se um quarteto um octeto onde se promete estranhas revelações ou revoluções da palavra.
Dizer Feliz Aniversário não basta é preciso inventar uma festa de arromba com palpitações de néons vermelhos e hard music para queimar até ao último folgo as velas de vinte e uma ilusões.
Tudo é permitido na voragem do acontecimento, até mesmo engolir sapos de outros tempos em que o Eduardo espetou o dedo onde não devia e foi suspenso por má criação, é um atol de memórias que se espalha pelas paredes da sala e o Eduardo vomita exaustivamente os traumas de uma infância indesejada e o silêncio toma conta da noite num rasgo de inocência todos os outros cantam em uníssono "Parabéns"!
Estou a precisar de um digestivo porque as labaredas das emoções começam a regurgitar sensações de dejá vu.
O amor não se inventa num só dia e afinal Eduardo amava caladamente uma ilusão enquanto eu estou inteira num amor recente, configurado segundo as necessidades do momento.
Vou buscar uma jarra para pôr as orquídeas que a Matisse me ofereceu, são belas e silenciosas.
- Sete de Julho. É hoje o grande dia! Vinte e um aninhos frescos.
Como isto passa rápido, meu deus... parece que foi ainda ontem que andava na primária às turras com o Eduardo e a Matisse, o trio elétrico! Agh, tou a ficar idosa!
Mal posso esperar para os ver e pormos a conversa em dia. Ainda quero ver o que um ano a fazer Erasmus em Paris lhes fez, os boémios, hehe...Vou apresentar-lhes finalmente o meu queridinho...vão adora-lo, espero.
Conheci-o há 3 meses. Realmente não há nada melhor que um novo amor para curar as feridas velhas e dar ânimo á vida. Bem, tenho de ir tratar do jantar desta noite, só de pensar nos camarões que me esperam começo a salivar descontroladamente...
"Vou..." Vou tentar permanecer quieta e em silêncio, o que não me parece dificil neste estado de pré-putrefacção, e deixar que os passos terrenos se dissipem na imensidão deste mundo.
Um mundo grandiosamente grande lá em cima mas demasiado exiguo cá em baixo, dentro desta caixa de pinho mal acabada.
Estou de novo sozinha... Deixei de ouvir os passos que reconheceria em qualquer parte... os passos de quem me trouxe a esta condição de defunta.
O gáz do meu isqueiro está a acabar e entretanto vou entrar no verdadeiro mundo das trevas, numa escuridão de morte. Tenho medo, muito medo.
Olá! Então, não me vêem? Está muito escuro, não é? Eu já me fui habituando. Não, não é de noite, nem a falta de luz se deve ao voo rasante de nenhum corvo sobre fios condutores de electricidade. Os caixões são assim mesmo. Lúgubres, frios.... terrivelmente económicos em termos de espaço. Esperem aí, acho que me deixaram um isqueiro no bolso deste vestido horrível. Ok! A luz é pouca, mas dá para me verem relativamente bem apesar de eu não vos ver a vocês. Para mim até são vocês os fantasmas. Humor de morta. Vão-se habituando que eu já me habituei. Não se assustem com a palidez do meu rosto, acreditem que há mortos ainda mais transparentes. Pois é, estou morta, estou pálida e estou mal vestida. Quem me enfiou aqui nesta caixa sem abertura fácil tinha um péssimo gosto. Se não estivesse já morta, morria de susto se me visse ao espelho. Passar desta para melhor é mau, fica pior ainda quando aos vinte e oito somos enterradas como sendo meninas de dez. Enfim... devaneios de uma morta. O vestido tem mesmo folhos, não são alucinações visuais devido à falta de ar nesta caixa de fósforos. Mal me consigo esticar. Passando ao mais importante... morri. Mas se quiser ser mais concreta, coisa que nunca em vida fui, adianto-vos já que fui assassinada. Morrer não é bom, é mau e é ainda pior ser assassinada, asfixiada até à morte. Não sei quem me matou. Só senti aquelas mãos quentes a segurarem-me o pescoço, a respiração do assassino em cadência ao meu ouvido e depois a corda, aquele colar grosseiro sem pedras preciosas, peça única a enfeitar meu corpo no momento em que larguei o conforto de estar viva. Não tive tempo para ver a cara do meu assassino. Apenas o senti. Não há tempo na morte. Tudo pára para nós ao mesmo tempo que nos apercebemos que a vida corre estranhamente célere para lá da íris. Por isso estou aqui enfiada, com a alma condensada neste sepulcro que nem a sete palmos abaixo da terra está. O coveiro estava cansado e escavou menos do que devia, por isso consigo ouvir os passos de quem se passeia por este jardim com cruzes feitas árvores. Aqui vou ficar enquanto não descobrir quem me matou e roubou à vida. Há quem diga que me suicidei porque fui encontrada com a corda ainda ao pescoço debaixo de um salgueiro. Mas não me matei apesar de ter todas as razões para o fazer. Ninguém me acusaria. Há várias pessoas que me podem ter assassinado. O Jack, o caçador de gaivotas da praia onde eu ia correr todos os dias ao nascer do sol; o Simão, homem-moço que por detrás do balcão da livraria me indicava com o olhar livros para eu ler e descobrir a vida para além dos meus passos; o Eduardo, meu amigo de infância e meu eterno amor com retorno que me acariciava a pele com seus sonhos de paixão; e o Henrique, a sombra da minha sombra, pertencia a ele a mão que todos os dias me deixava flores mortas à entrada de minha casa. Todos teriam a sua razão. Há sempre razão para as coisas acontecerem. Deus criou o mundo em sete dias. Lá teve a sua razão. Em sete dias alguém planeou a minha morte e... schiuu. Schiuu, que vem lá alguém. Reconheço estes passos que pisam as folhas secas do Outono. Ouvi-os já por duas vezes, à sete dias atrás e no momento da minha morte. Vou ...
Como estou(e vocês também acho) cheia de curiosidade para ver como a história segue, já aqui está o início, o tal post sem comentário, tal como a Madam Gingerella pediu. Dedos à obra, neurónios no ar, imaginação q.b e o resto é só inventar (digo eu). Não esquecer mexer tudo sem ordem e sem água. Neste tipo de receitas só vale alcool (e boa disposição)
Delírios neuro-mentais para todos
Chloé
PS- Não tratem a coitada da Julieta como defunta, tadinha. Já lhe basta estar enfiada debaixo da terra.
PARABENS CHLOÉ!!!
Acho que temos aqui uma história e pêras. Haja imaginação para continuar o mote!
Por 6 votos (pelo menos, não posso ficar aqui para contar o resto) a Julieta é a nossa heroína.
Criei uma nova categoria (Julieta), e de agora em diante todos os posts devem ser feitos utilizando essa categoria. Poderemos depois criar novas categorias e alterar o nome de categorias existentes (já testei), para facilitar a leitura da história.
Só vou pedir á Chloé para quando puder editar o post do mote, mudando a categoria para Julieta. Ou fazer um novo post com essa categoria, copy paste, sem os comentários (tavez preferível).
Quando isso estiver pronto, arranca a história. Começa o Fundamental.
Depois é só seguir: 3 parágrafos / 1 dia, utilizar o mail, comentar.
Bute lá
cheers & beers
ginger ale
AQUATIC VIOLET!!!!
Tem muito por onde "remexer" este mote do outro mundo.
O meu voto vai para o mote que mais me prendeu, a seguir ao meu... É uma história que começa com a morte e somos nós que construimos a vida.
Soa-me a uma série que vi há uns anos, penso que no lugar de Julieta estava uma Laura Palmer!! Lembram-se? :-)
O meu voto vai para a Chloé.
Parabéns Chloé!!
aquele mote que me deu mais vontade de comaçar já a escrever, que num instante vislumbrei ideias várias todas elas curiosas mas que poderiam levar a história até ali ou a partir dali, ou seja...
(pausa em que todos sustêm a respiração)
voto no mote da Chloé
Viva,
só para dizer meia dúzia de coisas.
a) continuamos a aguardar com grande expectativa os motes que faltam: GATO TOBIAS, JOÃO ATÍPICO e TERESA JAPONESA.
(para mim estes gajos andam-se a cortar para n terem de dar um mote!!!)
b) amanhã votamos até ás 24h nos motes que existirem a concurso, si non isto nunca mais arranca. UTILIZEM A CATEGORIA VOTAÇÂO E FAÇAM UM POST A DIZEREM EM QUEM VOTAM.
c) a ordem de escrita do blog é :
Chloé
Fundamental
Ginger Ale
Gato Tobias
João
Paganini
Rebecca
Teresa
Violeta Aquática
WildBlue
(vou alterar a coluna dos links com estes nicks para ser mais fácil seguir a ordem)
d) Deveremos seguir a regra um dia, três parágrafos. E não matar a história numa semana ;-)
e) Apesar do blog enviar mails, (coisa pouco fiável, falo por mim), se possível, quem faz o post da história podia enviar um mail ao blogger seguinte. Este passaria a dispôr do resto desse dia e do dia seguinte (o "seu" dia) para fazer o post.
f) Quem não quiser (n interessa a razão) "postar", deve fazer um mail ao blogger seguinte
cheers & beers
ginger
Tenho andado andado a pensar no mote. É dificil, e depois, qualquer coisa que me venha à cabeça, soa a algo conhecido.
Mas como somos 8, e começámos esta "viagem" guidados pelo ginger, que tal uma coisa assim do estilo, viagem de avião, com meia duzia de lugares, sendo nós os passageiros, o ginger piloto, uma das bloguisas hospedeira.
Uma avaria. Aterramos algures, num local desconhecido.
Um vale encantado com dinossauros (ou dinosaurios?)
Um vulção extinto com passagem para o centro da terra
Uma selva de canibais
Um deserto com um hotel abandonado
Naaa... sei lá, nada de jeito sai.
Já agora, como se vota?

SENTES UMA VONTADE IRREPRIMÍVEL DE VOTAR NO MOTE DA VIOLETA AQUÁTICA!!!
(Está um bocado grande, mas começo a escrevinhar e não consigo parar)
Olá! Então, não me vêem? Está muito escuro, não é? Eu já me fui habituando. Não, não é de noite, nem a falta de luz se deve ao voo rasante de nenhum corvo sobre fios condutores de electricidade. Os caixões são assim mesmo. Lúgubres, frios.... terrivelmente económicos em termos de espaço.Mal me consigo esticar. Esperem aí, acho que me deixaram um isqueiro no bolso deste vestido horrível. Ok! A luz é pouca, mas dá para me verem relativamente bem apesar de eu não vos ver a vocês. Para mim até são vocês os fantasmas.Humor de morta. Vão-se habituando que eu já me habituei. Não se assustem com a palidez do meu rosto, acreditem que há mortos ainda mais transparentes. Pois é, estou morta, estou pálida e estou mal vestida. Quem me enfiou aqui nesta caixa sem abertura fácil tinha um péssimo gosto. Se não estivesse já morta, morria de susto se me visse ao espelho. Passar desta para melhor é mau, fica pior ainda quando aos vinte e oito somos enterradas como sendo meninas de dez. Enfim... devaneios de uma morta. O vestido tem mesmo folhos, não são alucinações visuais devido à falta de ar nesta caixa de fósforos. Passando ao mais importante... morri. Mas se quiser ser mais concreta, coisa que nunca em vida fui, adianto-vos já que fui assassinada. Morrer não é bom, é mau e é ainda pior ser assassinada, asfixiada até à morte. Não sei quem me matou. Só senti aquelas mãos quentes a segurarem-me o pescoço, a respiração do assassino em cadência ao meu ouvido e depois a corda, aquele colar grosseiro sem pedras preciosas, peça única a enfeitar meu corpo no momento em que larguei o conforto de estar viva. Não tive tempo para ver a cara do meu assassino. Apenas o senti. Não há tempo na morte. Tudo pára para nós ao mesmo tempo que nos apercebemos que a vida corre estranhamente célere para lá da íris. Por isso estou aqui enfiada, com a alma condensada neste sepulcro que nem a sete palmos abaixo da terra está. O coveiro estava cansado e escavou menos do que devia, por isso consigo ouvir os passos de quem se passeia por este jardim com cruzes feitas árvores. Aqui vou ficar enquanto não descobrir quem me matou e roubou à vida. Há quem diga que me suicidei porque fui encontrada com a corda ainda ao pescoço debaixo de um salgueiro. Mas não me matei apesar de ter todas as razões para o fazer. Ninguém me acusaria.Há várias pessoas que me podem ter assassinado. O Jack, o caçador de gaivotas da praia onde eu ia correr todos os dias ao nascer do sol; o Simão, homem-moço que por detrás do balcão da livraria me indicava com o olhar livros para eu ler e descobrir a vida para além dos meus passos; o Eduardo, meu amigo de infância e meu eterno amor com retorno que me acariciava a pele com seus sonhos de paixão; e o Henrique, a sombra da minha sombra, pertencia a ele a mão que todos os dias me deixava flores mortas à entrada de minha casa. Todos teriam a sua razão. Há sempre razão para as coisas acontecerem. Deus criou o mundo em sete dias. Lá teve a sua razão. Em sete dias alguém planeou a minha morte e... schiuu. Schiuu, que vem lá alguém. Reconheço estes passos que pisam as folhas secas do Outono. Ouvi-os já por duas vezes, à sete dias atrás e no momento da minha morte. Vou ...
Esclarecimentos:
Bem, já leram o que custou a sair destes dedos em sintonia com estes neurónios. Temos uma morta, a Julieta. A Julieta foi assassinada e desconhece-se o autor e a razão do crime. Dei-vos quatro possibilidades para o autor do crime, mas .... há uma quinta possibilidade que será quem entra na parte final do que eu escrevi. Pode ser o que a vossa imaginação ditar: homem, mulher, um ente qualquer. A minha idéia seria a história ser contada a partir do seu final, ou seja, do fim que é a morte já consumada da Julieta( o que eu já escrevi, mas claro que se pode alterar ao gosto do freguês) reconstruindo a sua última semana de vida em que foi orquestrada toda a sua morte. Acho que ficava giro que todo o segredo que envolve a sua morte estivesse simbolicamente presente no ínicio da sua última semana de vida, ou seja no fim da nossa aventura conjunta em branco. Quanto ao espaço, este pode ser qualquer um, o tempo é o que já expliquei.
Qualquer esclarecimento, já sabem, comment com vocês!
Opá.... isto não tem andado fácil. A inspiração passa por aqui e não pára. Não faz o pit-stop habitual e eu ando com os meus neurónios em franja. Mas alguma coisa há-de sair, talvez os martinis de hoje à noite ajudem. Espero é lembrar-me depois. A medida certa para que me lembre das coisas são 10 martinis. A partir daí, a memória esvai-se para o fundo do copo e perde-se nos meus lábios silenciosos para sempre. Mas não há problema. Vou levar uns post-its com super-cola comigo. Já sabem, menina vestida de cor-de-rosa flash com post-its na testa é a Anouk. Podem-me ir dizer um olá! Não há perigo de depois vos expôr. Depois do 11.º martini a minha memória fica tal qual um cacho de uvas ao sol. Mirrada.
O mote, o mote, o mote... não sei o mote, este é um primeiro post, demorei a vir aqui. Pensei até que já não contariam comigo. É certo que estou sem ideias, nada mesmo sai e sinto que tenho alguma responsabilidade perante vós, ilustres blogadores em branco.
Uma branca, diria, que me passa pela cabeça. E na falta de ideias mais, fica aqui um público agradecimento ao ginger e a todos que estão dispostos a participar.
Eu tenho mesmo é a esperança disto vir a ser editado tal qual o "O Meu Pipi". Tou a brincar, até não gosto do estilo.
Bolas !!! Foi dificil perceber como postava e eu até sou informático, mas velho, deve ser isso... modernices estas, note-se que modernice é diferente de moderno, porque moderno até sou.
Problema é este, sempre o mesmo, duas e tal da manhã... o tempo, o tempo
Enfim, amanhã há mais, acho.
Mais uma vez sento-me nesta cadeira, e ouço a mesma música, os dedos parecem presos, a desinspiração tomou conta de mim, e tenho de escrever para sobreviver, mais uma noticia de um país podre, para o jornal que me paga o meu dia dia, e tem de vender desgraças e mais desgraças. Vou escrever sobre o que? Livros? Pois saiu um que deus me livre, estas editoras só pensam em publicar aqueles livrecos que já sabemos que apenas valem por que os assina, não quer dizer que eles os escrevam, entendem? Faço a pergunta a quem? Estou a ficar pior....é grave....E tenho apenas uma certeza eu tenho mesmo de escrever para viver! Merda....
Tinham entrado uns piratas no meu blog. O meu blog havia-se transformado num centro de pesquisas na área da informática apoiado pela CIA.
Não conseguia aceder ao Blogger porque os gajos tinham alterado a password.
Quando acedi ao blog, tinha uma mensagem que dizia: "Vai ao Blog em Branco, onde poderás encontrar os teus amigos que ainda nem conheces..." Eu sabia disso, e naquele momento não percebi a ideia dos piratas. Quando acedi ao Blog em Branco... por pouco não caí para trás... O Gato Tobias miava ali mesmo ao lado do motor de pesquisa, a Teresa perguntava em voz alta quem era o Pedro Alves, O Ginger Ale bebia um copo no campo "Dá-lhe", o Pedro Farinha gritava por uma visita ao seu farol, mas não sabia como fazê-lo. Os restantes deambulavam pelo meu monitor... Eles estavam todos literalmente dentro do Blog em Branco. Quando introduzi o Mote desapareceram, mas logo tornaram a surgir. Só não percebia o que estava eu a fazer de fora... Será que os piratas não me tinham encontrado? Como teriam colocado o pessoal no Blog em Branco? Como poderiam ser retirados dali? O que estava a acontecer? Estariam a sentir-se bem?
De repente senti uma dor imensa no braço direito, fiquei agarrado ao rato... Quando acordei...
Bom, não sei se é suposto, mas afinal de contas já cá consegui chegar!
Isto é estranho! Parece que estou a entrar no blog de outra pessoa para fazer umas piratices.
Devo confessar...it feels good...LOL
Quanto ao meu mote, não tem nada a ver com os que li...tenho até vergonha de pôr o meu....hummm...portanto o meu mote, parte da ideia abstrata ou não de um salto... Para terem uma ideia, cá vai...
Ela sabia que podia ter-se recusado a saltar, mas não o fez. A ideia de voltar atrás nem sequer lhe passou pela cabeça naquele momento. Era tudo tão vago que por vezes acreditou estar a meio de um sonho, visto e revisto todas as noites, onde os protagonistas eram sempre os mesmos. Ele olhou-a nos olhos e mesmo antes de dizer qualquer coisa, ela saberia que ia aceitar. Ela já não queria saber se era humanamente possível ou não, a confiança era total e aquela não era uma hora para hesitações.
-Confias em mim? – Perguntou ele, a medo.
Ela apertou-lhe a mão como sinal de resposta. Era só disso que ele precisava, um sim, mesmo que por entre um sinal codificado sobre a pressão de um salto que poderia ser o voo para a liberdade. Ele sorriu e pela mão encaminhou-a até ao precipício. Lado a lado, fecharam os olhos e naquele instante acreditaram que tinha mesmo de ser assim. Soltaram-se do medo que parecia colá-los ao chão como um hímen e deram um passo em frente para aquilo que era o destino aguardado.
****COMENTE*****
Aceitei as sugestões da Violeta e da Anouk...e vou então tentar contextualizar o meu mote.
A ideia que eu tenha, era mais uma de cada um ia fazer nascer uma personagem a partir do meu mote. Sabemos que há uma ELA, sem nome e que há um ELE tb sem nome. Deixei a questão do salto, em abstrato porque estaria à espera que podessemos em conjunto decidir se ele e ela saltaram mesmo, se foi apenas um sonho, uma metáfora ou o que a imaginação nos permitir.
Mas já agora devo dizer-vos que a ideia do meu mote surgiu de um filme. Ou seja, o salto é exactamente o final desse filme, que por acaso tem um "final aberto" e não teve direito a sequela. Pareceu-me engraçado fantasiar para além daquilo que se vê no grande ecran e que nos faz pensar "E depois?".
É claro que não precisamos de seguir a trama do filme, nem basear as personagens nele. Este é um salto para um qualquer universo que vocês queiram em conjunto ajudar-me a construir.

- As análises ao sangue?
- OK
- Ritmo cardíaco?
- OK
- Oxigénio?
- OK
- O que ele precisa mesmo é de POSTS
- E como é que isso se faz?
- Está aqui
Mal me apanhei sozinho, saquei do velho bloco de notas preto que costuma adornar o meu traseiro e comecei a tentar compor algumas ideias. Mas o meu espiríto vageuou automaticmante para o principío de tudo isto, antes de virmos para a ilha. Eu e mais uns tantos bloggers tinhamos criado um blog onde escreveramos um livro.
Estranhamente tinha sido um sucesso e o nosso editor tinha-nos premiado com um fim de semana paradisíaco na ilha onde agora me encontrava. Primeiro tudo tinha corrido bem, tinha sido engraçado conhecer os outros co-autores e ao contrário do que supunha o Greenfellow era a Greenfellow e era um regalo para a vista.
O nosso anfitrião parecia simpático e um pouco preocupado, agora já não, ou antes o que restava dele já que com a cara desfeita por um 35 mm não era possíve ler preocupação no seu rosto, no dos outros sim.
Fechei o caderno, ouvi-a vozes sussureantes...
Your attention, please.
Agora que todos têm user, só peço 5 minutos do vosso precioso tempo em frente a um PC. Escrevam uma frase que seja. Isto é provocação, 3 parágrafos são um espartilho, eu sei ;-)
No próximo fim-de-semana vamos a votos
Se alguém tem algo a opôr, que fale agora, ou para sempre se cale.
Não ouvi nada, por isso vamos a votos
;-)
cheers
ginger ale
PS: a julgar pelos vossos blogs acho q conseguimos arrancar na segunda!
Não me perguntem porquê mas o meu site pendurou porque o servidor do TagBoard estava em manutenção.
Quando o rapaz estiver recomposto, podem ver a galeria de personagens d'O Carro no água tónica e ginger ale
Viva,
É só para fazer um ponto de situação.
Tenho a dizer que, desde o último mail, estamos neste momento empatados: 4 a 4. ( 4 blogas e 4 blogos)
Passemos ás as apresentações, por ordem analfabeta:
- Anouk, dos neurónios côr da pantera rosa
- Cristina, faroleira de artes
- Ginger, it is I
- João, atípico
- Pedro, faroleiro de artes
- Teresa, china girl
- Tobias, gato com sete vidas
- Viviana, violeta aquática
Coloquei no Blog em Branco links para o blog de cada um dos participantes (reclamções sobre nomenclaturas a este mail). Aproveitem este mail para guardar os contactos uns dos outros. Poderá ser útil no futuro, apesar do weblog estar a enviar por mail os comentários e (ainda não testei) os novos posts.
E agora o busilis da questão: a história. Respondendo á Anouk. Ainda não arrancamos. Estamos só em fase de aquecimento. A minha ideia era que todos fizessem um small post com o seu mote. A levantar a ponta do véu apenas. Quando todos tivessem "postado" faziamos uma votação.
Propunha 2 coisas. Ninguém vota em si. Ordenados analfabeticamente, começa a história o blogger que "estiver á frente" do que vir o seu mote eleito. (Ex: o Tobias convence o pessoal todo. Partimos do mote dele. E o primeiro a escrever, continuando o post do Tobias, é a Viviana, depois a Anouk etc.)
Para terminar, não sei como se têm dado com o Weblog. Volto a dizer, á excepção dum sítio que diz "DELETE BLOG" exeperimentem á vontade. "Postem", apaguem, etc, etc. O blog neste momento é um campo de treino. Eu tenho backup para o caso de algo dar para o torto. (china girl ele afinal faz mesmo backups, ie exporta os posts e os comentários!!!)
Se servir de ajuda, encontrei este pequeno tutorial http://training.allegheny.edu/tutorials/mtype/weblog.html#post, que pode servir de complemento aos pontos de interrogação do help.
cheers & beers
ginger ale
PS: anouk, dá-lhe!
PS2: quem ainda não tem user pode também ir pensando numa história do arco da velha...
PS3: a telepac tem o servidor de smt de folga, por isso fiz este post. mas assim que ele voltar mando o mail
Recebemos ordens de que todos os terrestres recém chegados a Garça começassem a escrever logs, do dia a dia e da sua vida passada longe daqui, parece que servirão para pesquisas no futuro.. não percebi bem, mas também não interessa...gostei da ideia de escrever.
Há pouco estava a olhar para os 2 sóis, um a pôr-se e o outro a atingir o auge... senti saudades da noite...
Lembrei-me da minha vida na terra, das rotinas, dos cheiros, as preocupações, o mar, os animais, mas a memória desses tempos está a desaparecer aos poucos. Talvez seja uma defesa psicológica.
Foi há cerca de 1 ano que que deixei tudo para trás... A minha namorada não quis vir, não a consegui obrigar. Agora arrepende-se, eu sei, mas espero que se aguente. Tenho acompanhado os pensamentos dela, mas evito faze-lo demasiadas vezes. Ela sabia o risco que corria ao ficar lá. Penso, egoisticamente, que seja melhor assim. Ainda sou apaixonada por ela, partilhamos momentos unicos.
Desde que estou cá tenho sentido atração por homens principalmente, tem sido confuso ás vezes, mas refrescante. Penso que seja uma tactica dos garcianos para aumentar a natalidade entre os humanos. Ouvi falar de outros casos como o meu...
Aqui terei uma longevidade muito maior, mas a incerteza quanto a tudo o resto é esmagadora ás vezes... ela na Terra vivera feliz enquanto for possível, talvez mais 5 anos. Evito pensar nisso.
Ás vezes tenho dúvidas se fiz bem em vir, foi puro instinto de sobrevivencia...
Os poucos milhares de humanos que escolheram para colonizar Garça estão a aguentar-se bem, quase ninguém se suicidou ao fim de 15 meses, houve alguns poucos nascimentos, de pessoas que já vieram gravidas. Temos pouco contacto com os garcianos felizmente. Eu pelo menos...os homens passam-se com eles... conseguem assumir qualquer forma que queiram e eles babam com as "mulheres". Qq dia nascem hibridos...agh. Penso que seja esse o objectivo deles.. apurar uma raça nova, melhor adaptada a este planeta que nós e menos ET's que eles... Acho que é inevitavel o cruzamento, mas que não me agrada...
Já fiz uma dúzia de amigos e temos saído juntos, são pessoas interessantes, bastante diferentes umas das outras... pergunto-me que raio de critérios usaram para nos escolher, lembra um monstruário... desde freaks, intelectuais, góticos, pimbas, eu... nem sei como me definir, sinto-me uma extraterrestre em qualquer planeta do universo.
...
=P
a ideia era cada user inventar a sua personagem como uma destas pessoas levadas para um novo planeta - o que abre totalmente as possibilidades do que pode acontecer, a realidade é até onde a imaginação alcançar. Não me agrada ser uma realidade totalmente diferente da terrestre na sua essencia, mas com detalhes originais. continuamos a sentir e pensar como humanos.. e os et's ficam um bocado de fora, formamos uma comunidade humana, como emigrantes.. uma cultura propria, relações uns com os outros, etc. acho que pode ter um pouco de comico, drama, romance, erotismo, até onde a imaginação nos levar.

....
Eram quatro naquele carro. Qual deles o mais freak.
O Tó era um ex-toxicodependente com cadastro. A Cigana, chamavam-na assim porque Alexandra dava muito trabalho, já tinha andado na vida. O Pedro recusava-se a beber água ou leite. O Eduardo foi padre até ao dia em que foi apanhado com a filha da senhora das limpezas na sacristia. ("Ela enganou-me, garanto. Disse que tinha dezoito").
Conheceram-se por aí. Na noite. Nos antros em que se movem estas personagens. O Tó ia a conduzir, por três votos a favor e um contra. O Pedro votou vencido, mas ninguém se importou. ("Queres morrer hoje, atira-te ao rio" disseram-lhe).
Iam a Setúbal fazer um "recado"...
Uau, fantástico :)
Muito melhor que o blogger...testing....... alguém já deu inicio á história?
Tenho umas ideiazinhas... diário ficcional de uma figura feminina, por exemplo.
bem, vou postar a ver como é que fica.
Faltam 10 dias ou 5 bloggers para o início do Blog em Branco. Se tens 18 anos e a quarta classe, és um jovem ambicioso (ou tens mais uns anitos mas não és careta) e não queres ser um GNR, então inscreve-te neste blog. Manda o teu mail, indicando o nº de cartão de crédito, a dizer que sabes iscrever e iditar blogs. Enquanto decides clicka com o mouse sobre a bola, pesa bem os prós e os contras, mas não te vicies!!!

Com vontade de escrever uma ficção a meias, estilo salada russa, três parágrafos, um capítulo, outra medida a combinar, sempre a rodar. Requisitos: saber escrever e editar blogs. Imaginação, criatividade, dramatismo, humor, romantismo e ironia fazem parte da palete de critérios a ter em conta no momento da selecção.
Respostas por mail a este blog, até ao final do mês.